Ao andar por regiões residenciais da cidade de São Paulo ´comum ter a sensação de que o número de prédios aumentou. Não é apenas impressão: São Paulo tem mais gente morando em condomínios fechados. Só nos últimos cinco anos, a cidade paulista ganhou mil novos empreendimentos residenciais e aproximadamente 210 mil moradores de apartamentos. Segundo estudo realizado na cidade e, no ano passado, o total de edifícios residenciais chegou a 21 mil. O estudo foi realizado entre 2008 e 2013.

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Neste ambiente residencial, que cresce de forma acelerada, a tinta para piso tem muito espaço, pois diversas partes dos condomínios podem ser pintadas com o produto: escadas, garagens, quadras esportivas, varandas, calçadas, corredores, área de recreação e outras superfícies de concreto rústico, liso ou ainda para repintura de pisos.

A maioria dos ambientes citados tem grande circulação e, como consequência, necessita de produto de alta resistência e durabilidade, características estas que a tinta para piso também tem, pois grande parte dos fabricantes descreve o produto como muito durável, mas, além desta característica, a tinta para piso também deve ser resistente ás questões climáticas.

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Nem todos os pisos são iguais

As superfícies são diferentes e, antes de serem pintadas, é necessário verificar atentamente as especificações. No mercado, existem tintas para superfícies diferentes, porém, alguns fabricantes oferecem produtos que servem para diversas simultaneamente. Outros, dividem em várias linhas. Por isso, a importância de ler o rótulo antes da compra. “É importante destacar que existem tintas próprias para cada tipo de piso, como os de madeira, cimento asfáltico, epóxi, cerâmicas, pedras.”

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Preparando o terreno

Aplicar a tinta para piso é relativamente simples, mas, para atingir o bom resultado, é importante seguir as indicações de aplicação. “Todas as embalagens de tintas vem com instruções de uso que, seguidas à risca, reduzem muito o risco de erros, mas nada se compara a experiência e ao conhecimento técnico. O zelador de um prédio, como muitos amadores, pode saber ou ter noção do que chamamos de “rolar tinta”, mas há requisitos fundamentais para uma pintura de qualidade.

As tintas possuem data de validade, não podem ser misturadas com qualquer outro produto químico, devem ser adequadamente acondicionadas e vedadas, têm sua técnica e tempo de aplicação e, se furtar de tais exigências, certamente prejudicará todo o trabalho.

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Dicas de aplicação

Para repintura, raspe as partes soltas até a completa remoção, lave o piso com água e sabão neutro. Enxague e deixe o ambiente totalmente seco; só depois de todo o processo inicie a aplicação conforme o fabricante.

Para cimento novo rústico e liso, é preciso aguardar secagem e cura, sendo necessário no mínimo 30 dias.

Para a maioria das tintas, indiferente da superfície pintada, é recomendado esperar ao menos 24 horas após aplicações da tinta para tráfego de pessoas. Quanto ao tráfego de carros, o ideal é aguardar 72 horas. Evite lavar a superfície pintada durante 3 semanas após a aplicação pois sua película estará em processo de cura. Para conservar a superfície após a pintura, lavar apenas com água limpa, sabão ou detergente neutro.

Em caso de cimento queimado novo, a cura é a mesma. O piso deve ser lavado com ácido muriático para a abertura dos poros da superfície. Após a limpeza, a preparação deve ser seguida conforme indica o fabricante.

A preparação prévia do piso é fundamental para evitar problemas, destacando a limpeza e aplicação de materiais preparatórios. A utilização de ferramentas inapropriadas também é um erro comum, pois, para cada tipo de piso e tinta, há um rolo, trincha (pincel) e bico pulverizador próprio.